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07.12.2011 - Sinduscon-SP: perspectivas 2012

A participação das empresas na geração do PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil aumentou 20,7% entre 2008 e 2011. Consequentemente, a maior parte da composição do valor adicionado do setor passou a ser formada pelas empresas construtoras (65%). Isso significa que a produção formal, em contraponto ao chamado "consumo-formiguinha", passou a responder por quase 2/3 do PIB setorial. Em 2003, as empresas geravam apenas 44% do PIB. Esses dados foram apresentados na manhã dessa terça-feira (6), na sede do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo), durante evento de apresentação dos resultados da construção em 2011 e das perspectivas setoriais para 2012. Na ocasião, a economista Ana Maria Castelo, professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas), revelou também que o setor da construção cresceu 4,8% em 2011. Para 2012, a previsão é de crescimento de 5,2%. Em 2010, o crescimento havia sido de 15,2%. É certo que, conforme explicou Ana Maria, o setor partiu de uma base de comparação muito forte. Portanto, era esperado que o resultado de 2011 ficasse bastante abaixo do de 2010. Além disso, a segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida caminhou mais devagar; houve forte aumento nas importações de materiais - o que gerou discrepância entre os resultados do comércio e da indústria; e as vendas no mercado imobiliário desaceleraram na maioria das cidades. PERSPECTIVAS OTIMISTAS Para 2012, a previsão de crescimento se baseia em alguns fatores elencados por Ana Maria: os efeitos da crise sobre a economia brasileira permanecem restritos; o programa Minha Casa, Minha Vida deverá ter seu ritmo acelerado; as obras para eventos esportivos ganharão mais velocidade; o crédito continua sustentando a demanda habitacional; recursos para infraestrutura deverão crescer; haverá eleições municipais em 2012. Além disso, conforme explicou Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do SindusCon-SP, é preciso compreender que o setor da construção trabalha com um ciclo diferente da indústria convencional, muito mais extenso. "Os números atuais resultam de decisões de investimentos tomadas entre 36 e 12 meses atrás. Por isso, teremos pelo menos mais três ou quatro trimestres de bons números pela frente, em função do que já foi contratado", explica. No entanto, as perspectivas também indicam que o setor conviverá com alguns problemas já corriqueiros, como a elevação dos custos com mão de obra. Atualmente, o setor experimenta taxa de apenas 2,9% de desemprego - ante 5,8% da economia em geral. Ou seja, pleno emprego nos canteiros de obras. FONTE: Construção Mercado Online
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